Aprendizagem da criança com deficiência visual:
A aprendizagem da criança com
deficiência visual deverá ser sistematizada e estruturada, de forma que a
criança aprenda a informação completa sobre o conceito a ser aprendido. Hall
(1981) complementa afirmando que um dos componentes cognitivos que pode ser
observado diferente na criança com deficiência visual é a construção de imagens
mentais. O desenvolvimento dessas representações mentais deve ser estimulado,
já que são partes integrantes do desenvolvimento dos processos cognitivos.
De acordo com os estudos de
Vygotski (1997) a deficiência visual cria dificuldades para a participação em
muitas atividades da vida social, mas, por outro lado, mantém a principal fonte
de conteúdos de desenvolvimento: a linguagem. Ao fazer essas afirmações, o
autor concordava com outros autores russos de sua época, para os quais a
utilização da linguagem se constituía no principal meio de superar as consequências
da deficiência visual.
Nessa concepção, a linguagem
adquire papel fundamental para o desenvolvimento cognitivo, pois, pensamento e
linguagem são processos interdependentes. A linguagem possibilita o
aparecimento das imagens mentais, o uso da memória e o planejamento da ação.
O estudo dos processos
compensatórios de Vygotski permitiu entender fundamentalmente que:
a) a literatura acerca das
deficiências e, entre elas, a deficiência visual possui um perfil de
caracterização, generalização, categorização e determinismo em suas descrições;
b) os processos compensatórios
podem ser possibilidades de avanços nos processos mentais superiores, uma vez
que esses são adquiridos e desenvolvidos no meio social;
c) a criança com deficiência
visual precisa conviver no coletivo social, ser estimulada e creditada para
aprender a desenvolver suas capacidades de aprendizagem;
d) os processos compensatórios
possibilitam compreender a capacidade para além da deficiência ou, o paradoxo
da deficiência, visto que a deficiência carrega consigo as peculiaridades
próprias dos avanços e das capacidades de aprendizagem.
Assim, entendemos que a
educação de uma criança com deficiência visual pode ser organizada como a
educação de qualquer outra criança. A educação pode converter realmente o
deficiente visual a uma pessoa normal, socialmente válida, e fazer desaparecer
a palavra e o conceito de "deficiente" em relação ao cego (Vygotski,
1997).
Refêrencias:
VYGOTSKI, L. S. Obras escogidas: fundamentos de defectología. Tomo V. Madrid: Visor, 1997.
Refêrencias:
VYGOTSKI, L. S. Obras escogidas: fundamentos de defectología. Tomo V. Madrid: Visor, 1997.
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