01
- ALGUNS PERSONAGENS DA EDUCAÇÃO DOS ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA VISUAL
Professora
Silvia Antonia
2011
2011
O
Instituto Real dos Jovens Cegos de Paris foi a primeira escola para pessoas com
deficiência visual. O instituto foi inaugurado em 1784, por Valentin Haüy.
Valentin
Haüy criou um sistema de leitura em alto relevo. Esse sistema utiliza letras
com caracteres comuns.
No
Século XIX, as escolas da Europa e dos Estados Unidos trabalhavam com a
proposta educacional adotada naquela época.
Em 1825 foi apresentado
o novo sistema com caracteres em relevo para a escrita e leitura de cegos.
Louis Braille foi o responsável pela criação desse sistema.
TERRITÓRIO
BRASILEIRO
O Brasil teve acesso as
novas técnicas e métodos por meio de José Álvares de Azevedo, quando regressou
de seus estudos em Paris.
José
Álvares de Azevedo estudou em Paris, no Instituto Real dos Jovens Cegos. Ele
foi aluno de Louis Braille. Ao retornar de Paris José Álvares de Azevedo
começou a ensinar o Sistema Braille, uma de suas alunas era a filha de um
médico do Paço. Adèle Sigaud era filha do Dr. Xavier Sigaud, ela foi
apresentada a Dom Pedro II por intermédio de seu pai e do Barão do Bom Retiro.
Essa reunião foi realizada com o intuito de criar uma Instituição responsável
pela educação das pessoas com deficiência visual.
O
sonho de ter uma instituição para educar pessoas com deficiência visual foi
concretizado em 1854, com a criação do Instituto dos Meninos Cegos.
Histórico
da educação das pessoas com deficiência visual
Foto: Reginaldo Menezes Costa
Foi o 3º Diretor do
Instituto
Político,
militar e professor brasileiro nascido em no Porto do Meyer, freguesia de São
Lourenço, Niterói, Estado do Rio de Janeiro, um dos fundadores da república,
autor da divisa Ordem e Progresso da bandeira brasileira (1890) e um grande
divulgador do positivismo no Brasil. Filho do português Leopoldo Henrique
Botelho e da gaúcha Bernardina Joaquina da Silva Guimarães, passou uma parte de
sua infância em Macaé, Magé e Petrópolis, onde o pai estabeleceu-se com uma
padaria. Ainda criança sua família mudou-se para Minas Gerais, onde seu pai foi
administrar uma fazenda do Barão de Lage. Com a morte do pai (1849) sua mãe,
não suportando o choque e os sofrimentos subseqüentes, tendo cinco filhos para
sustentar e educar, enlouqueceu.
Ainda
adolescente suportou estas provações, foi para o Rio de Janeiro e assentou
praça no Exército (1852), aperfeiçoando-se em engenharia na Escola Central.
Iniciou sua carreira no magistério como explicador de matemática elementar para
os alunos da Escola Militar (1854). Foi promovido a Major (1855) e passou a
estudar astronomia no Observatório do Rio de Janeiro (1861-1867). Esteve na
Guerra do Paraguai de onde foi obrigado a retornou ao Brasil devido a ser
atacado pela febre palustre. Ingressou no magistério da Escola Militar do Rio
de Janeiro, como professor coadjuvante do curso superior (1872), foi professor
de matemática no Imperial Colégio de Pedro II e fundou a Escola Normal Superior
(1880), sendo seu professor, e o Clube Militar (1887), do qual foi presidente.
Foi
promovido a tenente (1888) e nesse mesmo ano recebeu a patente de Coronel.
Presidiu a sessão do Clube Militar (09/11/1889) em que foi decidida a queda da
monarquia e garantiu o apoio de Deodoro da Fonseca, militar prestigiado pela
crise (1885) e pela vitória do abolicionismo. Proclamada a república, integrou
o governo provisório, na pasta da Guerra, e foi aclamado general-de-brigada
(1890), passou a dirigir o Ministério de Instrução Pública, Correios e
Telégrafos, no qual elaborou uma reforma de ensino de nítida orientação baseada
nos ensinamentos de Auguste Comte, idealizador do positivismo: a ditadura
republicana dos cientistas e a educação como prática anuladora das tensões
sociais.
Por
sua firmeza de opiniões e sem jamais abandonar seus ideais, depois de um desentendimento
com o Marechal Deodoro, abandonou a política. Adoeceu e infelizmente morreu
praticamente indigente pouco depois de completar 58 anos, em Jurujuba, Niterói.
Seu féretro foi colocado sobre a mesa onde foram lavrados os primeiros atos do
governo provisório. Serviram-lhe de manto fúnebre as bandeiras que suas filhas
haviam bordado para as escolas militares, as primeiras bandeiras da república,
onde já se lia as palavras Ordem e Progresso. Suas principais obras foram
Memórias sobre a Teoria das Quantidades Negativas e Relatório sobre a
Organização do ensino dos Cegos.
Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/
Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/
OS
NOMES DO INSTITUTO
Em
21 de novembro de 1889, o Decreto n° 09, baixado pelo Governo Provisório da
recém-proclamada República, suprimia do nome do Instituto a palavra
"Imperial". O Decreto n° 193, de 30 de janeiro de 1890, denominava-o
Instituto Nacional dos Cegos. Finalmente, o Art. 2º do Decreto n° 1.320, de 24
de janeiro de 1891, deu-lhe o nome de Instituto Benjamin Constant, pelo qual
ainda hoje é conhecido, numa justa homenagem a seu mais longo e profícuo
administrador.
Outras
Instituições surgem no país seguindo o modelo educacional do IBC:
v 1926
– Instituto São Rafael – Belo Horizonte.
v 1928
– Instituto Padre Chico – São Paulo.
v 1929
– Instituto de Cegos da Bahia.
v 1941
– Instituto Santa Luzia – Porto Alegre.
v 1943
– Instituto de Cegos do Ceará.
v 1957
– Instituto de Cegos Florisvaldo Vargas
Campo Grande – MS.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
BRASIL. MINISTÉRIO DA
EDUCAÇÃO. Programa de Capacitação de Recursos Humanos do Ensino Fundamental:
deficiência visual vol. 1, vol.2 e vol. 3. Brasília: Ministério da
Educação, Secretaria de Educação Especial, 2001.
02
- A VISÃO
Estrutura
do globo ocular
Desenvolvimento
visual
·
Visão do recém nascido
A
criança ao nascer não percebe bem as cores, tem a visão bastante desfocada.
·
Visão do bebê com um mês de idade
A visão ainda permanece
borrada, mas melhora um pouco o contraste.
·
Visão do bebê com dois meses de idade
Há um progresso maior, mas a visão ainda
está desfocada e as cores e contraste ainda não são bem percebidos.
·
Visão do
bebê com três meses de idade
Um sensível progresso, no conjunto todo:
cores, contraste e nitidez.
·
Visão do
bebê com seis meses de idade
A visão já está desenvolvida, bem próxima
da visão de um adulto.
Maturação visual sensório-motora
O
olho é um órgão que está intimamente ligado ao cérebro. A visão é um fenômeno
complexo que necessita dos dois olhos íntegros e todas as vias ópticas e
cerebrais saudáveis para que se possa enxergar e interpretar o que se está
enxergando.
“A
maturação do sistema visual continua ocorrendo até o oitavo ou décimo ano de
vida, aproximadamente, sendo que os cinco primeiros anos são os mais
importantes.”
(Dra. Ligia Beatriz Bonotto – CRM 4602 –
Oftalmopediatra)
03
- DEFICIÊNCIA VISUAL
PROFESSORA
SILVIA ANTONIA - 2011
O QUE É DEFICIÊNCIA VISUAL?
A deficiência visual refere-se a uma situação de perda
total da visão ̶ denominada cegueira ̶ ou a
um quadro de baixa visão.
n Cegueira:
situação de ausência total de visão,
chegando, inclusive, à perda total de projeção de luz. O estudante cego
necessita, para o seu desenvolvimento
educacional, de atendimentos específicos, tais como: domínio do Braille,
sorobã, orientação e mobilidade, dentre outros;
n Baixa visão: prejuízo da função visual mesmo após tratamento e/ou refração óptica. As
condições de baixa visão são variáveis, bem como as necessidades educacionais
especiais do estudante com baixa visão,
que variam de um para outro, de acordo com o grau de sua perda visual.
Anatomia
do olho
O
globo ocular está situado dentro de uma cavidade óssea e possui aproximadamente
24mm de diâmetro anteroposterior e 12mm de largura.
ANEXOS OCULARES
As sobrancelhas, os cílios e as pálpebras são protetores do globo ocular. Impedem que partículas,
como poeira, caiam dentro do olho. As pálpebras também têm como função a
distribuição de lágrima, ocorrida durante o piscar.
n A CONJUNTIVA é película vascular que recobre a
esclera na porção visível, até a córnea. Também recobre a parte interna da
pálpebras inferiores e superiores.
n Os músculos: cada
olho possui seis músculos que possibilitam sua movimentação para os lados.
Quando os músculos funcionam, normalmente os dos olhos estão sempre mirando na
mesma direção. Mas se a algum não funciona bem, ocorre o estrabismo ou
vesguice.
n APARELHO
LACRIMAL:
a
glândula lacrimal fabrica a maior parte da lágrima que banha o olho. No canto
interno da pálpebra(próximo ao nariz) existem um orifício e um canal que levam a
lágrima já usada para o nariz. A lágrima serve para limpar, facilitar o ato de
piscar e nutrir o olho.
ESTRUTURA DO GLOBO
OCULAR
n CÓRNEA: é uma
membrana transparente, localizada na frente da íris.
n A ÍRIS tem como funções permitir a entrada de
raios de luz no olho e a formação de uma imagem nítida na retina. Seria como a
lenta da máquina fotográfica. ÍRIS: disco colorido com um orifício centras (
chamado de PUPILA)- menina dos olhos). Sua função é controlar a quantidade de
luz que entra no olho: ambiente com muita luz faz fechar a pupila; ambiente com
pouca luz faz dilatar a pupila. Exerce a função idêntica ao diafragma de uma
máquina fotográfica.
n Se imaginássemos o olho como uma
máquina fotográfica:
n CRISTALINO: lente biconvexa,
transparente, flexível ( capaz de modificar sua forma), localizada atrás da
íris. Sua função é focar os raios de luz para um ponto certo na retina.
n RETINA: camada
nervosa, localizada na porção interna do olho, onde se encontram células
fotoreceptoras ( CONES,
responsáveis pela visão central e pelas cores, e BASTONETES, responsáveis pela
visão periférica e noturna). Sua função é transformar os estímulos luminosos em
estímulos nervosos que são enviados para o cérebro pelo nervo óptico. No
cérebro essa mensagem é traduzida em visão.
n COROÍDE:
é uma camada intermediária, rica em vasos que servem para a nutrição da retina.
A região da retina, responsável pela visão central, chama-se MÁCULA, na
qual se localizam os cones.
n HUMOR
VÍTREO: é uma substância viscosa e transparente, que
preenche a porção entre o cristalino e a retina.
n HUMOR
AQUOSO: é um líquido transparente, que preenche o espaço
entre a córnea e a íris. Sua principal função é a nutrição da córnea e do
cristalino, além de regular a pressão interna do olho.
n ESCLERA:
é a parte branca do olho. Sua função é a proteção ocular.
O QUE É BAIXA VISÃO?
É a alteração da capacidade funcional
da visão, decorrente de inúmeros fatores isolados ou associados tais como:
baixa acuidade visual, alterações corticais e/ou sensibilidade a contrastes que
interferem ou limitam o desempenho visual do indivíduo.
Algumas patologias que
provocam deficiência visual (baixa visão):
1.
CATARATA
FONTE: www.cbv.med.br
É
a diminuição da transparência do cristalino, lente transparente responsável
pelo foco e nitidez da imagem. O aluno apresenta acuidade visual variável,
diminuição da visão periférica, com visão dupla e perda de percepção de
profundidade.
2.
ALBINISMO
Diminuição
ou ausência de pigmentação na íris. O aluno apresenta fotofobia variável (forte
reação à luz) – pisca ou fecha os olhos; ocorre movimento involuntário dos
olhos, diminuição da acuidade visual e anomalias de refração (astigmatismo e
miopia).
3.
CORIORRETINITE
É
uma inflamação na retina, camada interna do olho, provocada por várias causas,
por exemplo, a toxoplasmose, de origem congênita ou adquirida. O olho pode
apresentar movimento involuntário em várias direções, com pontos cegos no campo
visual e dificuldade para identificar objetos a distâncias variadas.
4.
RETINOPATIA
DA PREMATURIDADE
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