sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Louis Braille

Louis Braille foi o criador do sistema de leitura para cegos que recebeu seu nome, Braille. Louis Braille nasceu em Janeiro de 1809 em Coupvray, na França, a cerca de 40 quilômetros de Paris. O seu pai, Simon-René Braille, era um fabricante de arreios e selas. Aos três anos, provavelmente ao brincar na oficina do pai, Louis feriu-se no olho esquerdo com uma ferramenta pontiaguda. A infecção que se seguiu ao ferimento alastrou-se ao olho direito, provocando a cegueira total.

Baixa Visão e Cegueira

Deficiência Visual:

  • A deficiência visual é a perda ou redução de capacidade visual em ambos os olhos em caráter definitivo, que não possa ser melhorada ou corrigida com o uso de lentes, tratamento clínico ou cirúrgico. Existem também pessoas com visão sub-normal, cujos limites variam com outros fatores, tais como: fusão, visão cromática, adaptação ao claro e escuro, sensibilidades a contrastes, etc.
Baixa Visão:

  • A pessoa com baixa visão apresenta uma perda visual severa, que não pode ser corrigida através de tratamento clínico ou cirúrgico, nem com o uso de óculos convencionais. Entretanto, ela mantém um resíduo visual que é individual e a intensidade da visão depende da pessoa.
Conceito de Cegueira:
  • A cegueira é uma alteração grave ou total de uma ou mais das funções elementares da visão que afeta de modo irremediável a capacidade de perceber cor, tamanho, distância, forma, posição ou movimento em um campo mais ou menos abrangente.
Causas:
  • Pode ocorrer desde o nascimento (cegueira congênita), ou posteriormente (cegueira adventícia, usualmente conhecida como adquirida) em decorrência de causas orgânicas ou acidentais.
Doenças que causam baixa visão e podem causar cegueira:
  • Degeneração Macular
  • Glaucoma
  • Retinopatia Diabética
  • Catarata
Sistema Braille:
  • Foi criado por Louis Braille e baseia-se na combinação de 63 pontos que representam as letras do alfabeto, os números e outros símbolos gráficos. A combinação dos pontos é obtida pela disposição de seis pontos básicos, organizados espacialmente em duas colunas verticais com três pontos à direita e três à esquerda de uma cela básica denominada cela Braille. A escrita Braille é realizada por meio de uma reglete e punção ou de uma máquina de escrever Braille.
  • Para facilitar a alfabetização em braille, podem ser feitas algumas adaptações no mesmo, como fazendo a réplica das celas braille em tamanhos maiores para poder aumentar a sensibilidade do tato. Com o passar do tempo, a cela vai diminuindo até chegar no tamanho padrão.
Soroban:
  • É utilizado para a realização de cálculos matemáticos. Também existe uma calculadora que ao apertar alguma tecla ela fala o número ou símbolo que você apertou.
Recursos Ópticos, Não Ópticos e Eletrônicos:

  • ópticos: aqueles que possuem lentes (óculos especiais, lupas, telessistemas, etc.) , prescritos pelo oftalmologista.
  • não ópticos: aqueles que não possuem lentes (iluminação, contraste, ampliação), de grande utilidade na escola, empregados como recursos didáticos, indicados pelo professor.
  • eletrônicos: videomagnificadores (CCTV, lupa eletrônica, maxilupa).
Outros Recursos e Adaptações:

  • Muitas vezes são utilizados jogos pedagógicos adaptados, até mesmo pelos próprios professores, para os deficientes. Os jogos valorizam o sentido do tato, e a audição.
  • Os jogos são muito importantes no processo de aprendizagem de qualquer criança, e para os alunos com deficiência visual não é diferente. Alguns jogos são adaptados para esses estudantes.
Processo de Inclusão/Integração:

  • O estudante com deficiência visual é integrado a partir do momento em que entra em uma escola, já que a escola deve estar adaptada para recebê-lo.
  • Já o processo de inclusão é longo, pois o aluno só será incluído em uma classe de ensino regular, após se alfabetizar em braille em um Centro de Ensino Especial ou em uma Sala de recursos.
Relação Família/Escola:

  • Toda criança precisa do apoio dos pais no âmbito escolar, e pode-se perceber durante as visitas que os pais sempre estão apoiando, quando possível, para que o aprendizado dos filhos se torne mais eficaz.



Observações que devem ser feitas por pais e professores

Existem indícios que, se observados, podem sugerir uma consulta ao oftalmologista. Os mais comuns são:

• Segurar habitualmente os livros muito próximos ou muito afastados dos olhos na leitura;

• Inclinar a cabeça para frente ou para um dos lados durante a leitura, com o intuito de ver melhor;

• Franzir ou contrair o rosto na leitura à distância;

• Fechar um dos olhos para ver melhor um objeto ou ler um texto;

• “Pular” palavras ou linhas na leitura em voz alta;

• Confundir letras na leitura ou na escrita;

• Trocar ou embaralhar letras na escrita;

• Não ler um texto na seqüência correta;

• Queixar-se de fadiga após a leitura;

• Apresentar desatenção anormal durante a realização das tarefas escolares;

• Reclamar de visão dupla ou manchada;

• Queixar-se de tonteiras, náuseas ou cefaléia durante ou após a leitura;

• Apresentar inquietação, irritação ou nervosismo excessivo após prolongado e intenso esforço visual;

• Piscar os olhos excessivamente ou lacrimejar, sobretudo durante a leitura;

• Esfregar constantemente os olhos e tentar afastar com as mãos os impedimentos visuais;

• Sofrer quedas, esbarrões e tropeços freqüentes sem causa justificada.

Recomendações para os professores

Para alunos de baixa visão

• Sentar o aluno a uma distância de aproximadamente um metro do quadro negro na parte central da sala.

• Evitar a incidência de claridade diretamente nos olhos da criança.

• Estimular o uso constante dos óculos, caso seja esta a indicação médica.

• Colocar a carteira em local onde não haja reflexo de iluminação no quadro negro.

• Posicionar a carteira de maneira que o aluno não escreva na própria sombra.

• Adaptar o trabalho de acordo com a condição visual do aluno.

• Em certos casos, conceder maior tempo para o término das atividades propostas,
principalmente quando houver indicação de telescópio.

• Ter clareza de que o aluno enxerga as palavras e ilustrações mostradas.

• Sentar o aluno em lugar sombrio se ele tiver fotofobia (dificuldade de ver bem em ambiente
com muita luz).

• Evitar iluminação excessiva em sala de aula.

• Observar a qualidade e nitidez do material utilizado pelo aluno: letras, números, traços, figuras,
margens, desenhos com bom contraste figura/fundo.

• Observar o espaçamento adequado entre letras, palavras e linhas.

• Utilizar papel fosco, para não refletir a claridade.

• Explicar, com palavras, as tarefas a serem realizadas.

Fonte: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_dv.pdf

terça-feira, 29 de novembro de 2011



Aprendizagem e desenvolvimento da criança com deficiência visual Vigotski

Aprendizagem da criança com deficiência visual:

   A aprendizagem da criança com deficiência visual deverá ser sistematizada e estruturada, de forma que a criança aprenda a informação completa sobre o conceito a ser aprendido. Hall (1981) complementa afirmando que um dos componentes cognitivos que pode ser observado diferente na criança com deficiência visual é a construção de imagens mentais. O desenvolvimento dessas representações mentais deve ser estimulado, já que são partes integrantes do desenvolvimento dos processos cognitivos.

    De acordo com os estudos de Vygotski (1997) a deficiência visual cria dificuldades para a participação em muitas atividades da vida social, mas, por outro lado, mantém a principal fonte de conteúdos de desenvolvimento: a linguagem. Ao fazer essas afirmações, o autor concordava com outros autores russos de sua época, para os quais a utilização da linguagem se constituía no principal meio de superar as consequências da deficiência visual.

    Nessa concepção, a linguagem adquire papel fundamental para o desenvolvimento cognitivo, pois, pensamento e linguagem são processos interdependentes. A linguagem possibilita o aparecimento das imagens mentais, o uso da memória e o planejamento da ação.

    O estudo dos processos compensatórios de Vygotski permitiu entender fundamentalmente que:

    a) a literatura acerca das deficiências e, entre elas, a deficiência visual possui um perfil de caracterização, generalização, categorização e determinismo em suas descrições;

    b) os processos compensatórios podem ser possibilidades de avanços nos processos mentais superiores, uma vez que esses são adquiridos e desenvolvidos no meio social;

    c) a criança com deficiência visual precisa conviver no coletivo social, ser estimulada e creditada para aprender a desenvolver suas capacidades de aprendizagem;

    d) os processos compensatórios possibilitam compreender a capacidade para além da deficiência ou, o paradoxo da deficiência, visto que a deficiência carrega consigo as peculiaridades próprias dos avanços e das capacidades de aprendizagem.

    Assim, entendemos que a educação de uma criança com deficiência visual pode ser organizada como a educação de qualquer outra criança. A educação pode converter realmente o deficiente visual a uma pessoa normal, socialmente válida, e fazer desaparecer a palavra e o conceito de "deficiente" em relação ao cego (Vygotski, 1997).


Refêrencias:
VYGOTSKI, L. S. Obras escogidas: fundamentos de defectología. Tomo V. Madrid: Visor, 1997.